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O fim anunciado de uma era?

Discussion in 'Portugal' started by AlfistaPortoghese, Oct 29, 2014.

  1. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Ao que parece, confirma-se a tendência de downsizing e phase out dos V8 atmosféricos.

    Óptimo para quem os tem!

    Um abraço.
     
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  3. zx9r94

    zx9r94 Karting
    BANNED

    Jan 9, 2014
    137
    Terras além Tejo
    Full Name:
    Lucky number "duas"
    Com todo, todo, todo respeito, no outro dia no casino Estoril, estava o novo California T, mas a parte frontal parecia um Maserati e a parte traseira identificava-se a um Jaguar... eheheh

    Tive a confirmação no meu subconsciente de se tratar de um Ferrari, por causa dos..."Scudettos laterais" ahahahahah

    Viva o 355 Berlinetta, o Testarossa, o 348 TS e o Mondial T !
     
  4. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Uma economia cada vez mais complexa, global, heterogénea, interligada, massificada e de escala é a constante comum a todas as marcas automóveis, à qual Ferrari e Lamborghini não são excepções. Dado o supra exposto, não deixa pois de se revelar extremamente curiosa a diferença filosófica e de abordagem pragmática à idiossincracia acima referida:

    Marchionne: A Maserati tem potencial para substituir a Ferrari

    "No final do ano a Ferrari sairá da FCA e o responsável máximo do grupo acredita que a Maserati reúne as condições ideias para ocupar o lugar da marca de Maranello.

    A Fiat Chrysler Automobiles perderá a sua marca mais orientada para o luxo, a Ferrari, no final do ano – devido a uma oferta pública de ações - e Sergio Marchionne, o CEO do grupo, acredita que a Maserati, atualmente vista como uma boa alternativa aos premium alemães, reúne o prestígio suficiente para ocupar uma posição equivalente. “A Maserati é muito importante. Passa a ser marca mais exclusiva que temos”, diz o gestor italiano, citado pela Automotive News Europe, adiantando que, para promover a marca a médio prazo apostará num SUV (o Levante) e num coupé – apontando sobretudo ao mercado norte-americano. Nesse território a marca passou no final do ano passado de 104 para 125 concessionários.

    Recorde-se que em 2014 a Maserati vendeu mais do dobro das unidades, atingindo 36 448 carros. O objetivo é chegar às 75 mil unidades/ano em 2018. Contudo, a marca de Bolonha, com mais 100 anos de história, terá de jogar pelo seguro e não tornar o seu produto demasiado popular e lucrativo, com o risco de perder alguma da sua exclusividade."


    Stephan Winkelmann: A Lamborghini irá manter os seus motores naturalmente aspirados, sem pressa para adoptar blocos sobrealimentados nas suas viaturas superdesportivas

    O CEO da marca italiana diz que não tem pressa em adotar blocos sobrealimentados nos seus superdesportivos.

    Stephan Winkelmann, o patrão da Lamborghini, afirma que quer manter, para já, motores naturalmente aspirados. Em entrevista ao Autoblog, o responsável máximo pelo emblema italiano justificou que “os motores naturalmente aspirados ainda são os melhores do mercado para superdesportivos, em termos de aceleração, sonoridade e, a não ser que consigamos ter ao nosso alcance algo de melhor, continuaremos a optar por eles”. Wilkelmann ressalvou, no entanto, que a empresa está sempre à procura da melhor solução possível e que não coloca de parte a escolha de motores turbo.

    O SUV Urus, previsto para 2018, poderá ser o modelo a abrir esta tendência junto dos modelos da Lamborghini. O motor a escolher deverá ser uma versão mais potente do V8 4.0 biturbo (já utilizado na Audi)."


    (Fonte: Autohoje - Edição online. Retirado em 12/07/2015 às 21:55h).

    Continuamos pois, na minha óptica pessoal, a assistir à perpetuação e aprofundamento a montante e a jusante do fim de uma era, muitíssimo (mais) pronunciado em Maranello do que propriamente em Sant'Agata Bolognese.

    Um abraço!
     
  5. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    #29 AlfistaPortoghese, Feb 17, 2016
    Last edited: Feb 17, 2016
    Segundo a reputada publicação nacional "Autohoje", a Ferrari registou uma nova patente de produção de energia motriz de origem eléctrica, indiciando que o substituto do actual F12 terá, provavelmente, motor de 12 cilindros e potência híbrida. A ora aprovada patente será ainda utilizada em diversos modelos e motores futuros a lançar pela marca.

    A também conceituada "Autocar" avança que o primeiro veículo a estrear a nova tecnologia será o substituto do F12 no fim da corrente década, possuindo motor anterior a gasolina e motor posterior eléctrico. As baterias serão instaladas no piso do automóvel, possuindo uma autonomia de cerca de 48km no modo exclusivamente eléctrico.

    Afirma-se ainda a construção futura de um modelo de acesso à marca, recuperando a sigla "Dino", propulsionada por motor V6 turbo de posicionamento central, por saber ainda se na configuração "clássica" a gasolina ou também ele híbrido.

    Avança em peso pois, o downsizing e a potência híbrida, dois conceitos que, pessoalmente, os encaro como a antítese do verdadeiro desportivo, e sem nenhuma espécie de lugar nos pergaminhos que a marca sempre representou e continua a representar.

    Resta ainda avaliar as consequências do já em marcha aumento de unidades produzidas anualmente, bem como da separação da marca do seio do grupo FIAT.

    Estou em crer que à medida que esta nova horda de preocupações eléctricas e com emissões de CO2 for implementada, os carros mais antigos mais ainda se tornarão coleccionáveis, precisamente por irem frontalmente contra esta filosofia pseudo-desportiva e de compromisso. A inflação dos seus valores representará, acredito, a rejeição plena destas novas filosofias do novo CEO, o Sr. Sergio Marchionne.

    Em suma, vaticino ainda que existem dois modelos contemporâneos que, não obstante a tremenda quantidade de unidades produzidas, serão bastante coleccionáveis com o passar dos anos, independentemente da discussão sobre tipos de transmissão:

    - 458 Italia (o último V8 atmosférico).
    - F12 (o último 2 lugares V12 atmosférico).

    Um abraço.
     
  6. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Uma notícia preocupante, divulgada recentemente, que vai frontalmente de encontro às expectativas mais pessimistas dos entusiastas:

    Autohoje - Todos os Ferrari serão híbridos a partir de 2019

    Vejamos com que consequências para a essência da marca e para o valor dos veículos da era anterior.

    Um abraço.
     
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  8. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Como complemento e aprofundamento da notícia que anteriormente coloquei:

    http://www.autonews.com/article/20161108/COPY01/311089914/marchionne-sees-hybrid-tech-as-way-to-boost-ferraris-volume?X-IgnoreUserAgent=1

    Onde, pessoalmente, destaco estas expectativas do CEO da Ferrari:

    1) "Vamos mudar a forma como fabricamos os nossos carros". Todos os Ferrari terão tecnologia híbrida a partir de 2019.

    2) Vender acima de 10.000 unidades até 2025.

    3) Produzir acima de 9.000 unidades até 2019.

    Turbos e tecnologias híbridas são o futuro. Nos genes da marca estão impressos o luxo, a velocidade, a modernidade. No entanto, daqui para a frente, perdeu-se para sempre a magia. Perdeu-se para sempre a ligação espiritual e/ou filosófica que unia a marca ao seu fundador.

    A confirmarem-se estas notícias e os piores anseios dos entusiastas, para mim a Ferrari e o seu mito irrepetível e inigualável morrem com o California, 458, FF e F12. O fim da linhagem atmosférica. O fim do motor atmosférico. Isto é gravíssimo: o próprio Enzo afirmava que era um fabricante de motores, o carro era dado ao cliente de graça já que o motor tem que ir preso a alguma coisa. É algo muito pior, muito mais fundo do que meros detalhes que os puristas apontavam no passado, como o fim dos carburadores ou das caixas manuais. Uma coisa são avanços tecnológicos. Outra é, como o próprio CEO refere, mudar a forma como se fabricam os Ferrari. Isso é tocar na alma das viaturas. É isso que se perde, em nome de receitas oriundas maioritariamente de países emergentes.

    Carros rápidos não significam necessária nem obrigatoriamente carros mágicos. Claro que um SUV Ferrari poderá ser incrivelmente rápido e fantástico, um autêntico benchmark até para toda a indústria. A Ferrari poderá inclusivamente liderar este mercado neste novo mundo a que a indústria automóvel se abriu. Mas a magia, a essência, o sonho perdem-se em definitivo.

    Não só devido às alterações climáticas nem quadro normativo Europeu. A Lei é igual para todos e, todavia, nem todas as marcas vendem a sua alma ao Diabo. O fim do mito Ferrari tem uma principal causa e um só nome: Sergio Marchionne.

    Um abraço.
     
  9. VPX

    VPX Karting

    Jun 10, 2009
    223
    UK
    Full Name:
    Victor
    Este senhor está acabando com a Ferrari. Alguém precisa impedí-lo.
     
  10. MDEL

    MDEL F1 Rookie
    Rossa Subscribed Silver Subscribed

    Feb 24, 2016
    2,771
    Southern Europe
    Full Name:
    Mario
    Caro Nuno,

    Este senhor que actualmente dirige a Ferrari responde perante um grupo de investidores para quem as palavras míticas que sempre individualizaram esta marca como são o caso do Cavalino e dos motores V8 e V12 atmosféricos nada significam pois no fundo tudo se resume apenas a uma rentabilidade acrescida que se tem que alcançar nesta nova realidade. Como os preços dos carros já não poderão ser substancialmente incrementados sob pena das vendas caírem, essa super rentabilidade que se persegue exige em primeiro lugar que sejam vendidas um considerável maior número de unidades o que implicará estar presente com toda a força também em todos os novos mercados emergentes. Um desses novos mercados que é essencial para esta estratégia é o Chinês mas acontece que aí as novas leis anti-poluição penalizam fortemente os motores aspirados com alta cilindrada e com elevado nível de emissões e, por isso, já existir uma clara estratégia de passar a ter motores V8 com um nível de emissões bastante inferior e turbo comprimidos.

    Até este momento a estratégia de utilização dos turbos tem-se centrado só nos novos motores V8 mas nos V12 ainda não se vislumbrou qualquer movimento nesse sentido. Todavia o aparecimento do La Ferrari híbrido veio abrir uma nova caixa de pandora pois para os não puristas esse novo tipo de motorização mista é uma espécie de mundo ideal onde se combina muita potência com baixas emissões. No caso das motorizações híbridas avançarem em todos os V12 a mítica da Ferrari vai-se perder? isso sem qualquer sombra de dúvida pelo que restará aos menos conformistas como é o Nuno e eu também adquirir-mos até lá um destes últimos V12 atmosféricos. Assim poderemos ouvi-lo e faze-lo ouvir a nosso belo prazer no futuro quando a electricidade já tiver tomado tudo aquilo que é motor automóvel e quem sabe se não teremos dentro de alguns anos nas mãos um clássico de valor incalculável.

    Cumprimentos

    Mário
     
  11. pedro233

    pedro233 Formula Junior

    Acrescento que o dia em que o último modelo Ferrari normalmente aspirado a gasolina deixar de existir, é o dia em que o mercado tradicionalmente especulador vai por mais 50 ou100% em cima dos usados.

    Péssimas notícias por 2 prismas:

    Nem os novos proprietários de novos modelos vão estar mais a comprar "a tradição e o Adn da marca";

    Nem os homens do povo, os não ricos, aqueles que como eu fizeram esforços para comprar um Ferrari, ou já tendo um.. comprar um segundo e um terceiro, não vão lá chegar.. porque a pessoa tem um modelo V8 e quer comprar um V12..e sonha com os valores de 40 ou 50mil eur de há uns 2..3 anos, e quando acorda vê o seu V12 a custar 200 ou 300mil..e aí chega a dura realidade.
     
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  13. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    #35 AlfistaPortoghese, Nov 11, 2016
    Last edited: Nov 11, 2016
    Concordo inteira e plenamente com o Mário com quem, de resto, tive já o prazer de poder cumprimentar pessoalmente e pessoalmente agradecer toda a sua amizade, apoio e tempo. Faço-o uma vez mais virtualmente, com elevada e redobrada estima, consideração e admiração!

    Outra notícia recente que está a dar brado nos meios de comunicação da especialidade:

    Ferrari considering Formula E entry ? Marchionne

    Fica patente e explícita por esta via mais uma ambição de médio prazo do Sr. Marchionne: a entrada oficial da Ferrari no Campeonato do Mundo de Fórmula Eléctrica (estimo que, finda a regra de troca mandatória de monolugar durante a corrida, a meta do Sr. Marchionne não será de médio prazo mas sim, ao invés, de curto prazo, uma vez que depreendo das suas declarações que este constrangimento é o único que o demove seriamente de entrar no supra identificado Campeonato Mundial no imediato).

    Um abraço.
     
  14. MDEL

    MDEL F1 Rookie
    Rossa Subscribed Silver Subscribed

    Feb 24, 2016
    2,771
    Southern Europe
    Full Name:
    Mario
    Caro Nuno,

    Foi um grande prazer também poder cumprimento-lo e desde já reitero pela parte que me toca o bem entregue que está o lugar de moderador da secção portuguesa do Ferrari Chat.
    Quanto ao sr. Marchionne o que me parece é que tendo-se tornado tão fã de tudo o que envolve electricidade arrisca-se mesmo a apanhar um grande choque desvirtuando por arrastamento uma grande marca.

    Um abraço
     
  15. RGigante

    RGigante F1 Rookie
    Project Master Owner

    Nov 1, 2006
    2,874
    Portugal
    Concordo plenamente com o que aqui foi dito por todos, começando na perda do ADN da marca e terminando no afastamento dos modelos emblemáticos do entusiasta "comum mortal" por via do seu preço.

    Assusta-me ainda uma outra questão: a manutenção dos carros. Se já hoje vemos o concessionário a "torcer o nariz" aos modelos com mais de 10 anos, como vai ser no futuro quando os novos forem eléctricos? Quanto vão custar as peças para manutenção?
     
  16. MDEL

    MDEL F1 Rookie
    Rossa Subscribed Silver Subscribed

    Feb 24, 2016
    2,771
    Southern Europe
    Full Name:
    Mario
    #38 MDEL, Nov 21, 2016
    Last edited by a moderator: Sep 7, 2017
    Caros amigos,

    Algumas noticias perturbadoras em relação aos planos do sr. Marchionne e o seu plano de produzir 10.000 Ferraris ano. O novo Dino (1a imagem em baixo) é uma forte possibilidade com o regresso dos motores V6 desta feita 2.9 litros. Relativamente ao Califórnia (2ª imagem em baixo) parece que o pretendem mais agressivo e orientado para a pista com uma altura ao solo menor do que a actual. Aparentemente ir-se-á manter o tecto móvel que permite transformar o coupé em cabriolet mas fala-se inclusive na possibilidade de uma motorização v6 2.6 litros em substituição da actual V8 3.9 sobre-comprimida.

    À primeira vista poderia parecer que a eventual introdução de um Dino V6 e também a possível motorização do Califórnia com um V6 terão por objectivo o abaixamento do preço de venda desses modelos de entrada em relação ao actual Califórnia T mas, segundo se especula, não é disso que se trata. As informações que circulam referem que o sr. Marchionne pretende vender mais 30% de automóveis sem reduzir os actual nível de preços e pelo que começa a transparecer parece que ao desvirtua-los na motorização, provavelmente vai embaratece-los e assim aumentar os resultados da empresa.

    Estas informações complementadas com a inevitabilidade de todos os futuros V8 e V12 serem híbridos não auguram nada de bom em relação ao futuro da marca como diferenciadora.

    Cumprimentos
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  17. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Reajo a estas notícias de forma bifacetada.

    Enquanto entusiasta:

    Reajo com violento nojo e náusea. Impossível notícia alguma que diga respeito ao mundo Ferrari em qualquer das suas vertentes, conseguir entristecer-me mais. A Ferrari caminha a passos largos para não ter absolutamente NADA, repito em letras garrafais, NADA que ver com a empresa que o seu fundador iniciou, nem tão pouco com a empresa que foi comandada pelo seu discípulo, Luca di Montezemolo. NADA, repito, NADA que seja sequer uma modesta réstea com a marca que inspirou multidões, fez sonhar milhões de entusiastas dos automóveis e não só.

    A Ferrari será e para lá caminha, apenas um nome. Tal qual a Formula 1: várias vezes lemos na tabela dos tempos nomes gloriosos de outrora, como Lotus ou Caterham por exemplo... Que hoje são empresas malaias ou chinesas, com tanta tradição e interesse no desporto motorizado quanto na confecção de pastéis de nata e com tanta ligação aos seus fundadores e essência quanto a água se mistura com o azeite.

    Enquanto cliente/consumidor:

    A Ferrari morre. Recuso-me linear e determinantemente a comprar um supercarro híbrido, produzido "ao pontapé" que em vez de nascer das pistas e das corridas, nasce da legislação europeia e do piscar de olho ao lucro no médio oriente e China.

    Felizmente existem a Lamborghini e a McLaren, que não venderam a alma ao Diabo nem ao lucro fácil. Para mim, quando a Ferrari chegar a 2019-2025 e todas estas previsões se concretizarem, é hora de ir conhecer o showroom da Lamborghini.

    A Ferrari sabe que, tal como eu, milhares farão o mesmo e não querem saber. Não lhes interessa este dinheiro, mas sim o novo dinheiro de novos mercados. Todas estas mudanças de paradigma são muito bem analisadas por parte das empresas multinacionais. Riscos calculados entre o que se ganha e o que se perde, que é implacável e não se compadece com sentimentalismos ou qualquer espécie de gosto pela história da marca e/ou pelos automóveis em geral.

    Muito, muito triste. É o mesmo que Barca Velha se popularizar e tornar-se em vinho da casa ou zurrapa para temperar o coelho da Páscoa, ou a Rolex decidir concorrer com a Swatch. Não sou obrigado a gostar nem a compactuar com esta leviandade a que a marca mais fantástica do mundo foi levada. Vou comprar outra coisa. Quem quiser, que fique com a nova Ferrari. Dou-a ao mesmo valor que Marchionne a tornará: de barato.

    Um abraço.
     
  18. DOliveira355

    DOliveira355 Karting

    May 5, 2015
    61
    Boa noite estimados amigos,
    Embora eu também não seja apologista da era híbrida que se avizinha, sugiro calma, pis a verdade é que cada Ferrari que sai é melhor que o anterior!
    E quem não gostaria de ter um LA Ferrari, que é híbrido, ou um F40 que é turbo?
    Acredito que a globalização trará algumas novidades na abordagem da marca ao Mundo, mas estou certo que um Ferrari será sempre um carro super exclusivo e super performante.
    Vejam a Porsche, quando lançou o Boxster quase foi crucificada, quando lançou o Cayenne a mesma coisa e então quando lançou o Diesel nem se fala. E onde está hoje a Porsche? A produzir carros para vários segmentos, a ganhar muito dinheiro, mas por outro lado a fazer carros como o 918 Spyder! O 918 Spyder no novo programa do Jeremy Clarkson chamado Grand Turismo, bateu o Maclaren P1 e o LA Ferrari no autodromo de portimão!
    Ou seja, acho que a Ferrari pode cometer um ou outro erro, mas no final de contas terá sempre modelos de sonho!
    Para quem têm os usados, é guarda-los e manter os mesmos em bom estado, pois a valorização será muito grande!
     
  19. RGigante

    RGigante F1 Rookie
    Project Master Owner

    Nov 1, 2006
    2,874
    Portugal
    Em traços gerais concordo com o que o Nuno escreveu, mas gostaria de acrescentar algo, que entendo importante. A Ferrari "cresceu" entre as pessoas mais ou menos da minha geração por uma razão principal: a competição e muito particularmente a F-1. Apesar de no meu tempo de adolescente a Ferrari quase não ter ganho nada, a sua postura nas corridas, muitas vezes arrojada e inovadora fazia toda a diferença. Os meus colegas e amigos seguiam as corridas e isso era quase sempre motivo de conversa na segunda feira.

    Vejam hoje o que se passa: creio que a maioria dos adolescentes não segue a F-1 da mesma forma que o fazia em 1970 e não falo só de Portugal, que já não transmite a F-1 em canal aberto. A associação da marca à competição, junto dos mais novos, parece-me não ser a mesma. I

    Isso vai sem dúvida ter o seu impacto na forma como amanhã esta geração mais nova vai ver os carros. Habituados a SUV's, jipes e carros enormes, (muitas vezes cópias de modelos antigos que parecem ter sido insuflados pelo tubo de escape), esses vão ser os carros que eles desejarão. Tenho em casa uma adolescente que sonha vir a ter um Mini ... dos recentes, inchados, apesar da convivência familiar :)

    Enquanto entusiasta e seguidor da marca desde que me lembro de ser gente, este facto preocupa-me. Preocupa-me que a paixão e a mística que nos une se esteja a perder para a frieza dos números. Tenho no entanto a esperança de estar profundamente errado!





     
  20. Makuono

    Makuono Formula Junior
    Silver Subscribed

    Feb 15, 2014
    883
    Full Name:
    Ricardo
    #42 Makuono, Nov 24, 2016
    Last edited: Nov 24, 2016
    Olá,

    Entendo as vossas dúvidas e concordo com algumas das inquietações. A Ferrari não será mais a mesma. Facto.

    No entanto, tendo em conta os megatrends (demografia, ambiente, falta de recursos, hábitos de consumo, etc..) em curso e a aproximada obsolescência dos motores a combustão interna, entendo que a Ferrari ou evolui(aí há muito para discutir!) ou pode tornar-se a breve trecho numa empresa insustentável - como julgo que se tornarão alguns do automakers.

    Agora, para nós que crescemos com o cheiro a gasolina e com o "ronco" dos motores atmosféricos é triste, sim. No entanto, lembrem-se como somos privilegiados ao podermos ser os caretakers atuais dos nossos Ferrari!

    Como o RGigante mencionou acima, preocupa-me mais a atual falta de resultados desportivos, que estão a tornar a marca mais próxima de um produto de luxo fashion (basta ver os filmes c/ Ferrari dos "youtubers" - limitam-se a reduções nos túneis e os compradores passam mais tempo a discutir o carbono do que a performance :)) do que um produto race breed (as ultimas vitorias têm se resumido a algumas categorias GT, acho).

    O resto, faz parte da adaptação a um mundo que mudou imenso desde o dia em que il Commendatore fundou a marca. Também nós teremos que nos adaptar a uma nova Ferrari.

    Abraço
     
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  21. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    #43 AlfistaPortoghese, Jan 25, 2017
    Last edited by a moderator: Sep 7, 2017
    Alimentando uma veia reconhecidamente mais sarcástica, deixo em tom de ligeira brincadeira (todavia, como todas as brincadeiras, com um travo emblemático de verdade até uma certa extensão) uma fotografia que acredito ser até reveladora de certas opções estratégicas da nossa marca de eleição.

    - Giovanni "Gianni" Agnelli.
    - Luca di Montezemolo.
    - Sergio Marchionne.

    Também em termos de imagem: o fim de uma era.

    Um abraço.
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  22. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Continuemos pois alegremente, banhados em lucros nunca antes vistos às custas de um posicionamento de marca em termos de prestígio, cobiça e exclusividade que custaram "apenas" 70 anos a construir:

    Autohoje - Sucessor do Ferrari 488 terá opção V6

    O downsizing, a turbocompressão e a preocupação primordial com preços e emissões em vez de desportividade já tomou conta da marca, sob a infeliz batuta de Marchionne.

    A Ferrari hoje (pior será no futuro), já não nasce de um sonho, de um mito. São carros vermelhos, cada vez mais acessíveis e em maior número na rua, que conseguem cumprir bem as restrições ambientais em voga e vigor. São carros cada vez mais baratos, cada vez com menor capacidade cúbica e número de cilindros.

    A hibridização pouco falta para se tornar uma realidade, o mesmo se poderá dizer sobre a presença no Campeonato Mundial Formula E. Estou em dizer que, caso o Lamborghini Urus (que começa a ser entregue aos primeiros clientes no decorrer do presente mês) seja um sucesso, aí estará um SUV Ferrari no mercado daqui a um par de anos, o mais tardar. A Ferrari, uma vez mais, estará a seguir uma tendência de mercado, ao invés de a inventar ou sequer liderar.

    Com o passar do tempo e com as restrições ambientais, era este caminho inevitável para a Ferrari? Convictamente respondo que não. Basta conhecer as filosofias de trabalho, de produção e posicionamento de mercado da Rolls-Royce.

    Um abraço.
     
  23. Makuono

    Makuono Formula Junior
    Silver Subscribed

    Feb 15, 2014
    883
    Full Name:
    Ricardo
  24. AlfistaPortoghese

    AlfistaPortoghese Moderator
    Lifetime Rossa

    Mar 18, 2014
    3,777
    Europe, but not by much.
    Full Name:
    Nuno
    Menos mal, Ricardo, menos mal! :)

    Efectivamente, a título pessoal, já que nos será vedado de forma integral em breve o prazer dos motores naturalmente aspirados, prefiro um motor V12 com alguma forma de hibridização (desde que almeje a melhoria de performance em detrimento da apologia da electricidade e da mentira descarada de menor poluição) do que colocar turbos no motor de 12 cilindros.

    Tenho a mesma abordagem aos motores turbo que tinha Keith Duckworth. Reaproveitar ar sujo e já queimado de novo para a admissão é um sacrilégio filosófico, independentemente dos ganhos. Além disso, os turbos andam de mão dada com outra moda do quotidiano que me chateia sobremaneira: o "downsizing", para baixar consumos e emissões. Óptimo para veículos do dia-a-dia, não para um Ferrari dos tempos actuais (o F40 é filho de outra ideologia, que abaixo identifico).

    A escolha de um construtor hoje em dia (partindo do princípio que ainda tem escolha) em colocar um turbo num motor nada tem que ver única e exclusivamente com a busca incessante de melhores performances (década de 70 e 80), mas sim em economizar na produção de um bloco, tornar a produção menos dispendiosa e manter a classe política contente.

    Parece-me ser uma política de Marchionne que não é uma desgraça total. Já que em breve ficaremos arredados da posse de Ferraris novos com motores exclusivamente aspirados e a queimar gasolina, esta é o melhor plano B a meu ver. Tenho alguma curiosidade em verificar qual será, de futuro, a postura da Lamborghini neste domínio, quando o Aventador terminar o seu ciclo de vida: se fará frente à legislação ou se, por ventura, trilhará caminho idêntico à Ferrari.

    Um abraço.
     
  25. Makuono

    Makuono Formula Junior
    Silver Subscribed

    Feb 15, 2014
    883
    Full Name:
    Ricardo
    #47 Makuono, May 4, 2017
    Last edited: May 4, 2017


    Concordo. As regras do jogo estão a mudar, vivem-se tempos incertos e excitantes, sem dúvida.

    Para sobreviver, as empresas terão que antecipar os desafios e adaptar- se dá melhor forma.

    O aumento da production cap até me parece modesta, tendo em conta o enorme aumento demográfico. Quando se decidiram pelos 7000/ano a população era bem menos do que agora - possivelmente o cap passará a ser de 9000/ano.

    Perde-se em romantismo, ganha-se em sustentabilidade. Esperamos.

    Veremos se realmente se ficará por aí, agora que aparentemente há v6s na calha :

    Ferrari Surges to Apple-Like Margins With $2.1 Million Car
    https://bloom.bg/2pIZ3Pj

    Seja como for, atualmente a política da ferrari está a dar frutos a quem investiu na marca.

    Abraço,

    R
     
  26. MDEL

    MDEL F1 Rookie
    Rossa Subscribed Silver Subscribed

    Feb 24, 2016
    2,771
    Southern Europe
    Full Name:
    Mario
    Actualmente é ponto assente que o Ferrari 812 Superfast será o último modelo a dispor de um motor V12 exclusivamente aspirado pois já foi anunciado que o seu sucessor utilizará a tecnologia híbrida e por isso neste momento estamos a viver o fim de uma era que remonta a 1947 quando o primeiro Ferrari V12, o 125 S, foi lançado.

    Concordo que a evolução para a tecnologia híbrida será o mal menor no caso dos V12 mas dada a performance e o estado-da-arte que a Ferrari já alcançou neste tipo de motores, só entendo a necessidade da evolução para o híbrido não por razões tecnológicas mas exclusivamente por questões de índole legal no que concerne a limitação das emissões de C02.

    Quanto à experiência de condução de um Ferrari V12 híbrido versus um exclusivamente aspirado, dizem vários daqueles que já conduziram os dois tipos que o LaFerrari a fundo transmite uma sensação de aceleração absolutamente galáctica ao ponto de se acreditar que as rodas traseiras do carro se vão soltar e ultrapassar as dianteiras. Pessoalmente só poderei falar com algum conhecimento do Ferrari V12 não híbrido de tração traseira e, relativamente a esse, interrogo-me como será possível fazer algo ainda mais cativante em termos de experiência de condução dada a excelência daquilo que já nos é oferecido neste momento.
     
  27. pedro233

    pedro233 Formula Junior

    Falando da capitalização de clientes Ferrari "desiludidos" com o rumo que a marca parece encetar, por parte de rivais como a Lamborghini ou Mclaren, concordo no que diz respeito à primeira marca (anda a capitalizar e de que maneira, com uma abordagem mais aos sentidos do que aos tempos em pista), mas discordo em relação à segunda marca.

    No sábado fui buscar uns clientes ao Aeroporto, enquanto os encaminhava para se sentarem no Classe S, reparei que estava estacionado ao meu lado um Mclaren 650S cabrio, de cor branca, e matrícula espanhola.

    Aspecto exterior "ok", nem muito espalhafatoso nem muito contido...exterior ainda papo pensei para mim. Agora quando olhei para o interior (o carro estava a trabalhar e devia ser tão silencioso quanto o mercedes)...vislumbrei os comandos...os gráficos do visor em frente ao condutor...e reconheci os números de qualquer lado...eram exatamente iguais aos do monitor que conta as senhas em espera, do hospital da Luz.

    Tudo high tech...muito "laboratorial", mas fraquíssimo em termos do apelo à emoção só de olhar. São extraordinárias peças de engenharia sem falhas (o P1 é o meu carro favorito da holly trinity), mas falta-lhes qualquer coisa que não dá para medir em segundos ou em km/h
     
  28. Makuono

    Makuono Formula Junior
    Silver Subscribed

    Feb 15, 2014
    883
    Full Name:
    Ricardo
    Os ICM podem estar obsoletos, os NA podem estar em vias de extinção... mas nenhuns outros motores dão as mesmas sensações:

    https://youtu.be/NMXMh632Mug


    As emoções é que ficam registadas nas nossas memórias . Tudo o resto são números numa folha de Excel :)
     

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